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Volei

Quem são os favoritos ao título do Mundial masculino em 2022?

Confira quem são os países considerados favoritos à conquista do título e à briga por medalhas do Mundial de vôlei masculino 2022

Por Fernando Gavini 18/08/2022 às 09:31:29

Franc?a campea? da Liga das Nac?o?es esta? entre os grandes favoritos ao ti?tulo do Mundial de vo?lei masculino| FIVB

A França entra no Mundial de vôlei masculino como o time a ser batido, mas Estados Unidos e a atual campeã Polônia são as principais forças que tentarão impedir os favoritos franceses de alcançar a tríplice coroa. Brasil, Japão e Itália são potenciais canditados ao pódio, enquanto Cuba, Irã, Argentina, Holanda e Eslovênia correm por fora e podem surpreender.

TIME A SER BATIDO

O levantador francês Antoine Brizard comemora um ponto na Liga das Nações de Vôlei 2022 (FIVB)

Atual campeã olímpica e da Liga das Nações, a França entra no Mundial de vôlei masculino com a equipe a ser batida. Embora o equilíbrio entre as principais forças seja muito grande, os franceses buscam a conquista da tríplice coroa na Polônia e na Eslovênia.

Ganhar um terceiro grande título consecutivo seria, sem dúvida, a grande conquista até agora para a talentosa geração francesa que impulsionou a nação europeia a novos patamares em nível internacional, conquistando os primeiros títulos olímpico, VNL e europeu do país, entre várias outras medalhas, em apenas sete anos.

Desde a criação da Liga Mundial de vôlei em 1990 (que foi substituída pela Liga das Nações em 2018), apenas um país conseguiu manter três títulos importantes ao mesmo tempo. O Brasil venceu os Jogos Olímpicos de 2004, os Campeonatos Mundiais de 2002 e 2006 e quatro títulos consecutivos da Liga Mundial entre 2004 e 2007.

NA COLA DA FRANÇA

Os Estados Unidos, vice-campeões da Liga das Nações, tiveram teve um desempenho sólido na VNL, mesmo na ausência de craques como Matthew Anderson e Taylor Sander. Eles jogaram em pé de igualdade contra a campeã mundial Polônia e a campeã olímpica França e trocaram vitórias com eles. Enquanto eles perderam para a Polônia durante a Fase Preliminar e os venceram nas Finais, foi o contrário contra a França. Agora cabe ao técnico John Speraw e sua equipe descobrir o que deu errado no desempate da medalha de ouro. Em resumo, o time americana estará novamente entre os favoritos a medalhas no Mundial de vôlei masculino 2022.

Kurek será a grande estrela da Polônia, que não terá Wilfredo León (FIVB)


A Polônia mostrou consistência mesmo quando jogou com o time incompleto. De fato, sem Wilfredo Leon, que está se recuperando de uma cirurgia, eles nunca estiveram em sua formação ideal. Ainda assim, seu capitão e MVP do Campeonato Mundial de vôlei masculino de 2018, Bartosz Kurek, mais uma vez provou o quão essencial é sua liderança. No entanto, durante a Liga das Nações e sobretudo nas Finais em Bolonha, outro elemento da equipe, o ponta Kamil Semeniuk, que está apenas na sua segunda temporada com a seleção nacional, estabeleceu-se como um jogador verdadeiramente confiável nos momentos chave nos fundamentos de ataque, bloqueios e saques.

BRIGA PELO PÓDIO

Volta de Wallace é o trunfo do Brasil para brigar pelo pódio (FIVB)

Embora tenha sido campeão da Liga das Nações em 2021, Brasil nem chegou às semifinais em 2022. O sexto lugar ficou abaixo das expectativas, e várias razões podem ser apresentadas, incluindo a ausência do MVP de 2021 Wallace, que volta para jogar o Mundial de vôlei masculino, e a lesão de Alan no meio do torneio. Mas quem chegar à conclusão de que o poderoso Brasil não estará entre os principais favoiritos ao Mundial pode estar enganado.

A Itália tem um elenco jovem, mas muito ambicioso. Como anfitriões das finais da Liga das Nações em Bolonha, eles garantiram um lugar entre os oito primeiros, mas obviamente queriam provar que pertenciam a este lugar em virtude de suas performances em quadra. Assim, eles seguiram em frente e venceram a Fase Preliminar, liderando a classificação depois de perder apenas duas de suas 12 partidas. Quando chegou às finais, no entanto, os italianos não conseguiram vencer um único set. Se os jovens simplesmente não conseguiram lidar com a pressão de jogar em casa, pelo menos não terão o mesmo problema no Mundial de vôlei masculino na Polônia e na Eslovênia.

A estrela em ascensão Ran Takahashi do Japão (FIVB)

O Japão está definitivamente em ascensão. Eles terminaram em quinto na Fase Preliminar, perdendo apenas três jogos ao longo do caminho, com o mesmo recorde de vitórias e derrotas da França, e apenas um ponto a menos. Sua melhoria foi baseada em alguns jogadores-chave fantásticos, Yuki Ishikawa e Yuji Nishida. Este último não esteve em quadra em duas das três partidas que o Japão perdeu, mostrando o quanto é importante para a equipe. Mas foi todo o elenco que se destacou durante as partidas que venceu.

QUEM PODE SURPREENDER

Com dois títulos em 2022, Cuba é a maior candidata a surpreendeer os favoritos no Mundial de vôlei masculino (Norceca)

Campeã da Challenge Cup e da Copa Pan-Americana, Cuba, que é a adversária do Brasil na estreia do Mundial de vôlei masculino, é uma das principais candidatas a surpreender os favoritos. Embora esteja afastado das grandes competições nos últimos anos, o país tem tradição e vem reforçado. A volta do central Robertlandy Simon é uma das grandes notícias da competição. O jogador de 35 anos jogou pela última vez pela seleção em 2010, quando liderou a equipe ao vice-campeonato. Simon é considerado um dos melhores bloqueadores da atualidade e será o rosto mais conhecido da equipe cubana. O time também terá Miguel López, destaque do Sada Cruzeiro na última Superliga.

O Irã perdeu quatro de suas cinco primeiras partidas na Liga das Nações, mas depois melhorou muito seus resultados, venceu dois dos futuros medalhistas, avançou para as quartas de final e só perdeu para a campeão mundial Polônia em cinco sets. A lição deles para o resto do mundo: o maior jogador da história do país, Saeid Marouf, pode ter se aposentado da seleção, mas a seleção ainda está pronta para lutar. Uma nova estrela também está surgindo: Amin Esmaeilnezhad, de apenas 25 anos.

A Argentina, medalhista de bronze em Tóquio 2020, teve altos e baixos e perdeu por pouco a classificação para os playoffs da Liga das Naças. Cabe ao técnico Marcelo Mendez descobrir o que causou as baixas, e também por que sua equipe não venceu nenhum dos três tie-breaks que disputou.

AZIZ DEPENDÊNCIA

Se jogar o que sabe, Nimir Abdel Aziz é capaz de colocar a Holanda entre os favoritos do Mundial de vôlei masculino (FIVB)

Não é novidade, mas a Holanda tem Nimir Abdel-Aziz, e isso torna a equipe perigosa. Melhor melhor atacante e melhor sacador da primeira fase da Liga das Nações, ele deixou a desejar nas quartas de final contra a Itália. Foi a única partida da VNL em que ele jogou sem marcar um único ace. E se ele tivesse jogado tudo o que sabe? Será que os holandeses poderiam ter ido ao pódio? A torcida dos Países Baixos esperam que ele jogue tudo o que sabe e faça o país surpreender os favoritos no Mundial de vôlei masculino.

COM A FORÇA DA TORCIDA

Como recém-chegada à Liga das Nações, a Eslovênia se saiu surpreendentemente bem ao terminar em quarto lugar em 2021. O 10º lugar em 2022, no entanto, foi definitivamente um passo atrás. É difícil dizer quais foram as causas. Talvez eles estivessem apenas segurando suas energias para explodir os favoritos com força total durante o Mundial de vôlei masculino em casa, em Ljubljana. O foco é recuperar a força que fez o time eliminar a França na semifinal do Campeonato Europeu de 2021. Apesar da vitória sobre a campã olímpica, a equipe perdeu a final para a Itália.

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