Sicride investiga 28 desaparecimentos de crianças no PR

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A maioria dos desaparecimentos registrados pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) da Polícia Civil do Paraná foram esclarecidos, principalmente nos casos ocorridos em 2017. Das 109 solicitações de investigação pelo sumiço de crianças registrados somente neste ano, apenas dois continuam em aberto e ainda sem pistas sobre o paradeiro das vítimas. Em todo o ano passado, o Sicride registrou 184 casos de desaparecimento.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, em todo o Paraná, 28 crianças estão desaparecidas atualmente e a investigação conta com o apoio do Sicride. É o caso do menino Luiz Felipe dos Santos Machado, de Telêmaco Borba, que não é visto pelos familiares há pelo menos dez dias. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil da cidade, com apoio do serviço especializado nesse tipo de situação.

As buscas por Luiz Felipe continuam, mas outros detalhes sobre o caso não podem ser revelados para não atrapalhar o andamento da investigação. Ele foi visto pela última vez brincando com o irmão na rua Amapá, no bairro São Luiz. Vizinhos, amigos e familiares estão reunidos atrás do menino. A mãe da criança disse que seu filho estava soltando pipa na frente de casa ao lado do irmão mais velho. O garoto mais velho entrou em casa e, quando retornou, já não encontrou mais o menino.

Assim que percebeu o desaparecimento, a Polícia Militar foi acionada e começou as buscas imediatamente. Além disso, o Corpo de Bombeiros também foi acionado para fazer as buscas nos arredores do Rio Tibagi, que fica perto de onde a família mora e onde o garoto foi visto soltando pipa.

O desespero é o mesmo da família de Brayan Raad Fonseca, que desapareceu na cidade de Cerro Azul. A assessoria de imprensa da Polícia Civil garante que os trabalhos continuam em andamento, tanto as buscas quanto a investigação, mas não há mais detalhes sobre o paradeiro das crianças. O Sicride entra nos casos envolvendo crianças desaparecidas assim que o BO é registrado na delegacia local, que por sua vez, comunica o Sicride.

Apesar dos esforços da polícia, as autoridades e familiares ainda precisam lidar com a divulgação de boatos e de notícias falsas pela internet. É o que aconteceu em Imbituva nos últimos dias com informações mentirosas e que deixaram pais apavorados.

Diante de toda a preocupação e de todas as ligações recebidas informando este suposto sequestro, uma equipe da PM foi até a escola municipal da localidade de Palmar, na área rural de Imbituva, para verificar a situação. O boato divulgado até então era de que uma criança havia sido raptada por pessoas que estavam em um veículo escuro, mas nenhuma solicitação de desaparecimento chegou às autoridades da cidade.

Os policiais conversaram com a direção do colégio, que garantiu toda a segurança para os alunos e descartou qualquer tipo de imprevisto na escola. Ela afirmou que a história que circula nas redes sociais é falsa e que todos os estudantes são colocados dentro do ônibus do município que faz o transporte escolar com a total segurança, sempre com os cuidados de funcionários.

As autoridades alertam que espalhar notícias falsas, mesmo que os boatos não tenham uma pessoa em específico como alvo, pode ser considerado uma contravenção penal referente à paz pública, principalmente quando é gerado pânico na população por uma situação ou um perigo que, na realidade, não existe.

Desaparecimento de Stefani passa dos cinco anos

Desde 4 de maio de 2012, uma família de Porto Amazonas (região dos Campos Gerais) vive o drama de não saber o paradeiro da filha. Stefani Vitória Rochinski desapareceu aos 10 anos de idade, quando ia para a escola. A Policia Civil informa que o desaparecimento continua sendo investigado pelo Sicride.

A menina vestia uma calça preta do uniforme escolar, uma blusa roxa, tênis brancos e carregava uma mochila marrom. Uma testemunha disse ter visto Stefani no ponto, mas a criança não chegou a embarcar no ônibus.

O inquérito policial está em andamento e, conforme a polícia, as denúncias que chegam ainda são apuradas, mas não há novidades sobre o caso. Qualquer pessoa que tenha alguma informação, pode entrar em contato com o Sicride.

Denúncia

Casos como esses são de difícil solução e a Polícia Civil depende muito de informações repassadas por testemunhas para chegar à elucidação dos desaparecimentos. Qualquer tipo de informação que possa ajudar na investigação pode ser passada diretamente na delegacia local ou então pelo telefone 181 – não é preciso se identificar.

 

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