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O delegado Amadeu Trevisan, da delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, concluiu e entregou ao Ministério Público, na tarde de ontem  (21), o inquérito sobre a morte do ex-jogador Daniel Correia de Freitas, de 25 anos. Ele foi encontrado morto em uma estrada rural do município, no dia 27 de outubro.

Durante as investigações, 21 pessoas foram ouvidas na delegacia, entre elas sete são suspeitas de envolvimento na morte do jogador e cumprem prisão preventiva. “Daniel ouviu sua sentença de morte dentro do porta-malas do carro”, afirmou o delegado.

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Edison Brittes foi considerado o principal suspeito no crime. Ele confessou o assassinato e alegou que Daniel tentava estuprar a esposa dele, Cristina Brittes. De acordo com o delegado, a afirmação é falsa. “Ninguém na casa ouviu os gritos de uma mulher sendo estuprada, o que seria normal, natural de uma reação feminina diante de uma agressão dessa natureza”.

“Foram realizados cerca de sete exames complementares pelo Instituto de Criminalística e Instituto Medico Legal (IML) até chegar na conclusão dos trabalhos de polícia judiciária”, afirmou Trevisan. “Daniel morreu aos poucos. Ele começou apanhando no quarto, ele apanha na calçada e, quando falo  isso é bastante tortura, tanto que ele se afoga no sangue quando é levado para o carro. Depois foi pelo menos mais uma hora até chegar ao local onde ele foi esquartejado e decepado”, disse.

Segundo Trevisan, pelo menos quatro pessoas são indiciadas pela morte, já que saíram da casa sabendo que Edison tinha, pelo menos, a intenção de cortar o pênis da vítima.”Foram pelo menos quatro pessoas espancando uma pessoa pequena, um atleta, e embriagado”, destacou o delegado.

O Ministério Público pediu sigilo ao relatório final.

O Inquérito já ultrapassa 370 páginas, constando os depoimentos de todos os envolvidos, fotos, vídeos, áudios, além das diligências, relatórios policiais e laudos periciais solicitados durante o período de investigação – 25 dias, 600 horas de trabalhos.

Laudos do IML que estão previstos para ficar prontos na próxima quinta-feira (22), devem ser anexados ao processo. “O inquérito já foi entregue porque temos autoria e materialidade, o laudo vem para fortalecer aquilo já que tempos”, disse.

Suspeitos indiciados

Os sete suspeitos foram indiciados por diferentes crimes, sendo homicídio qualificado, fraude processual, ocultação de cadáver, lesões graves e coação de testemunhas. As penas somadas ultrapassam 40 anos de reclusão.

  • Edison Brittes, que confessou ter matado Daniel. Vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Eduardo da Silva, que estava no carro em que Daniel foi levado até SJP. É indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Ygor King, também estava no carro em que Daniel foi levado. Vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • David Willian da Silva, namorado de Allana que também estava no carro. É suspeito de homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Cristiana Brittes, esposa de Edison. É indiciada por coação de testemunha e fraude processual;
  • Allana Brittes, filha de Edison, vai responder por coação de testemunha e fraude processual;
  • Eduardo Purkote, que teria participado das agressões na casa da família, vai responder por lesões graves.

Outro lado

Por meio de nota, o advogado da família Brittes, Cládio Dalledone Junior, afirmou que Allana e Cristina, filha e esposa de Edison, não tem envolvimento com o crime.

“A defesa técnica de Edison Brittes Júnior, Cristiana Rodrigues Brittes e Alana Brittes vem a público esclarecer que: Diante da conclusão do inquérito policial que investiga a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, o indiciamento de Alana e Cristiana destoam dos fatos ocorridos e tudo ficará provado. A defesa diz ainda que Edison Brittes irá justificar sua conduta em Juízo”.

Relembre o caso

Daniel foi encontrado mutilado, Estrada do Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, no dia 27 de outubro. O ex-jogador foi mutilado e teve o pênis cortado e pendurado em uma árvore.

O crime ocorreu após o aniversário de 18 anos da filha do casal, Cristiana e Edison, Allana Brittes. A festa começou em uma balada de Curitiba, no dia 26 de outubro, e seguiu para casa de Allana, onde começaram as agressões ao ex-jogador.

Edison afirma que ele estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, já declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história, podendo ser indiciados também por coação de testemunhas.

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