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O promotor Milton Salles, que atua no caso do assassinato do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas disse, nesta quarta-feira, ser impossível que o atleta tenha estuprado ou tentado estuprar Cristiana Brittes, mulher de Edison Brittes, assassino confesso de Daniel.

“É absolutamente impossível a teoria do estupro: pelo teor alcoólico que esse rapaz estava, pela própria personalidade dele e pela situação em que os fatos aconteceram e a circunstância de local”, disse o promotor, que esteve, nesta quarta, na casa da família Brittes, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

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“A primeira coisa que pude notar é o tamanho da casa e a proximidade do quarto do casal com a sala em que ocorria a festa. Todo mundo que estava nesta festa conseguiria ter plena percepção de tudo o que aconteceria nesta casa. Qualquer grito ou pedido de socorro seria perfeitamente ouvido. Porque a situação era bastante próxima. Não é uma edícula ou um salão de festas separados. É um ambiente pequeno e próximo. Impossível acontecer uma coisa que fuja da normalidade sem que as pessoas que tivessem ali tivessem conhecimento”, disse o promotor.

Salles também esteve no local onde o corpo de Daniel foi encontrado, no meio de uma plantação de pinus. “Pelo relato das testemunhas, que dizem que ele foi colocado com vida no carro, e pela quantidade de sangue no local, tudo indica que ele chegou vivo até lá e que o crime teria sido cometido neste local, cuidadosamente escolhido pelos criminosos, por ser em uma estrada secundária, num local afastado, de onde os gritos não seriam ouvidos”, disse o promotor. “Fiquei impressionado, também, com a distância da casa para o local e, consequentemente, o tempo que eles tiveram para pensar no que estavam fazendo”.

 

Sem querer adiantar conclusões, o promotor disse, apenas que já pode afirmar que o crime não foi cometido por apenas uma pessoa e que, assim, a motivação passional é descartada. “Esse crime foi cometido por várias pessoas. Não posso, então, entender que foi simplesmente um crime passional, pois há pessoas que não tinham nenhum motivo para não impedir um ato como esses. O que posso dizer é que durante toda a minha experiência de 20 anos no MP, poucos casos me saltaram aos olhos pela crueldade e pela forma que aconteceu. Nada justifica o sadismo e a violência no cometimento deste crime”, concluiu.


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