Contra cortes na educação, em defesa da autonomia universitária e contra o projeto Future-se do Ministério da Educação, a União Nacional dos Estudantes (UNE) está convocando manifestação para a próxima terça-feira (13) em todo o País. O movimento conta com apoio de centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que inclui na pauta críticas à reforma da previdência. Diversos outros movimentos sociais devem participar, em uma ação generalizada contra posições do governo federal consideradas danosas ao meio ambiente, a direitos trabalhistas, direitos humanos e de minirias, bem como um protesto contra declarações e posturas polêmicas do presidente Jair Bolsonaro.

Além de Curitiba, outras sete cidades do Paraná foram incluídas na lista de atos confirmados na mobilização nacional chamada de #13A. Na capital paranaense, o concentração deve começar a partir das 17 horas, na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pato Branco, Cornélio Procópio, Cascavel, Telêmaco Borba, Campo Largo e União da vitória estão na lista de cidades paranaenses com atos confirmados.

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Grupos distintos, como centrais sindicais, movimentos populares, estudantes e outros coletivos, organizavam atos contra o governo para a mesma data. Uma reunião na última semana unificou a pauta.

“Começamos com quatro ou mais grupos organizando o mesmo ato, mas na última sexta-feira, em reunião no edifício Dom Pedro II, na Reitoria da UFPR, a organização foi unificada. As centrais se organizam em comitê, mas o movimento estudantil tinha as próprias linhas e agora conseguiram um entendimento”, conta um dos integrantes do coletivo Educar e Resistir, o educador Rodrigo Tomazini.

Ficou decidido na reunião que haverá uma passeata a partir da Praça Santos Andrade às 19 horas em direção à Boca Maldita, no Calçadão da Rua XV de Novembro. “Das cinco às seis são atividades culturais, das 6 horas às 7 horas a concentração, com alguns discursos e depois das 7 horas uma passeata”, afirma Tomazini.

Divergências
Integrante do coletivo Afronte, o historiador Nicolas Pacheco, da juventude do PSOL, afirma que as divergências entre grupos de esquerda e centro devem ser deixadas de lado para unificar ações contra o atual governo. “Todo mundo que for favorável à educação, contra os ataques do governo, todo munto é bem-vindo. Para a gente quanto mais união em torno dessas pautas melhor”, aponta.

Embora não esteja na pauta oficial dos organizadores, irregularidades na Operação Lava Jato também têm sido levantadas como tema importante para a manifestação. “Com certeza estará lá (o tema”, diz.

Pauta local 
Com a unificação dos movimentos, a pauta foi definida como “em defesa da educação, do emprego, da aposentadoria” e especificamente contra o projeto Future-se, do governo federal, e a “Lei Geral das Universidades” no Paraná, projeto do governador Ratinho Junior (PSD) que tramita na Assembleia Legislativa e, segundo Pacheco, “é um Future-se local”.

“A pauta é acumulada desde a greve. Tem também a questão das aposentadorias das centrais, para nós é importante, mas não é o central. O principal é a defesa da educação mesmo. O Future-se vai acabar com a autonomia das universidades, entrega as universidades para a lógica de mercado. A gente é contrário porque a universidade não precisa produzir lucro, ela também tem papel de produzir o pensamento crítico”, pontua.

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