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*Por Giselle Ulbrich e Redação

O delegado Amadeu Trevisan, de São José dos Pinhais, deve conversar com a imprensa nesta segunda-feira (19), para falar sobre o andamento das investigações do assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas, ocorrido no dia 27 de outubro. Apesar do inquérito ter um prazo de 30 dias para ser encerrado – prazo que deverá “vencer” somente na próxima semana – acredita-se que as investigações já estejam finalizadas e o delegado deverá falar sobre as conclusões de tudo o que foi apurado.

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Além do crime em si, Trevisan também deverá falar sobre os laudos do Instituto de Criminalística e Instituto Médico-Legal que, apesar de já estarem prontos desde o início da semana passada, estão sendo mantidos em total sigilo da imprensa e advogados.

Um inquérito deverá ser aberto para investigar outros possíveis crimes de Edison Brittes, assassino confesso de Daniel. Brittes responde a processos de receptação de carros roubados e chegou a ser preso por duas vezes por posse ilegal de arma, segundo o Ministério Público do Paraná. A Promotoria de Justiça requisitou a instauração de um inquérito policial específico, sem ligação com a morte do jogador, para apurar a eventual atuação de Edison Brittes em organização criminosa”, disse o promotor de Justiça do Paraná João Milton Salles.

A Polícia Civil aguarda os laudos de necropsia e do local do crime para ter mais detalhes sobre o que ocorreu e a maneira exata como Daniel foi morto. Foto: Reprodução/RPC.

Relembre o caso Daniel

No dia 26 de outubro, a jovem Allana Emilly Brittes comemorou seu aniversário de 18 anos na Shed, no bairro batel, em Curitiba. Além dos pais de Allana, Edison Luiz Brittes Júnior e Cristiana Rodrigues Brittes, vários amigos da jovem, entre eles o ex-jogador do Coxa Daniel, estavam na festa e lotaram dois camarotes da casa noturna, onde consumiram 35 garrafas de vodka, além de outras bebidas. Inicialmente, especulou-se que Edison havia pago entre R$ 20 e R$ 30 mil pelo consumo das bebidas e locação de camarotes no local. No entanto, a casa noturna emitiu uma nota depois, informando que o gasto da família (só de Edison, Cristiana e Allana) foi de R$ 3.182,90.

After

Depois da balada, que terminou pouco depois das 5h, o grupo de amigos que ainda permanecia no local decidiu estender a comemoração na casa da família Brittes, em São José dos Pinhais. Neste “after”, continuaram a beber, ouvir música e dançar. Edison saiu para comprar mais bebidas e, quando voltou, a partir deste momento, ninguém sabe exatamente o que ocorreu dentro da casa, para culminar com o assassinato de Daniel, visto que cada testemunha ou envolvido no crime – que já tem sete suspeitos detidos – deu versões com pequenos ou grandes detalhes diferentes. São estes pontos que devem ser esclarecidos na coletiva de imprensa desta segunda-feira.

Mas o fato é que, conforme alegou Edison, ele pegou Daniel tentando estuprar sua esposa, Cristiana, que já estava no quarto dormindo. A partir daí, Daniel foi violentamente agredido por Edison e outras pessoas que estavam na casa. O jogador foi colocado ainda vivo dentro do porta-malas do carro da família Brittes e levado para um matagal na Colônia Mergulhão, não muito longe da casa, onde teve o pênis decepado e foi morto em seguida, com um corte muito profundo no pescoço. Nos dias seguintes, a família Brittes teria tentando persuadir testemunhas e envolvidos no crime a contarem a mesma história, caso fossem procurados pela polícia.

Presos

Tão logo as investigações foram iniciadas, Edison, a esposa e a filha foram presos temporariamente. Edison confessou ser autor do homicídio. Allana e Cristiana foram presas, diz o delegado, porque tentaram, junto com Edison, manipular as testemunhas quando as convidaram para um encontro num shopping para “alinharem” o mesmo discurso.

Desde então, estão presos Edison, Cristiana e Allana, além de David Willian Villero Silva, de 18 anos, Igor King, de 20. Eduardo Henrique Ribeiro Silva, 19, primo de Cristiana, foi preso na semana passada. Ele entrou no carro junto com Edison, David e Igor para “dar um fim” no jogador Daniel, depois das agressões dentro da casa. O último a ser preso, quinta-feira passada, foi Eduardo Purkotte, 18 anos. Ele e seu irmão gêmeo estavam no “after” e, conforme o depoimento de uma das testemunhas, ajudou a agredir Daniel na residência. Mas não embarcou no carro junto com os outros, para “dar fim” no jogador. O irmão gêmeo de Eduardo deve prestar depoimento na delegacia, na manhã desta segunda-feira (19).


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