É o caso do pivô brasileiro Lucas Bebê, de 26 anos. Em 2018 Bebê estava atuando na NBA – a maior liga de basquete do mundo – defendendo o Toronto Raptors. Mas deixou o time e hoje encontra-se desempregado e buscando um novo time. Uma mudança radical em sua vida que trouxe momentos ruins ao jogador, incluindo um quadro de depressão no fim do ano passado. Agora, Lucas Bebê busca o recomeço e, quem sabe, retornar as quadras dando a volta por cima.
Após uma passagem frustrada pelo basquete espanhol depois de sair da NBA, Bebê até chegou a pensar em abandonar o basquete por conta das crises depressivas. Mas se recuperou com a ajuda da família e dos amigos. As responsabilidades de cuidar da filha e dos familiares pesaram na decisão de continuar. Além do sonho de um dia atingir seus grandes objetivos como atleta.
Deboche dos amigos
Por conta das crises de depressão, Bebê buscou em certas ocasiões pedir ajuda aos amigos. Porém muitos deles tratavam a situação com ar de deboche. “Por isso que eu passei de comentar sobre as minhas frustrações e tristezas. Porque eu, durante esse período, falei com algumas pessoas que não deveria, mas achando que naquele momento iriam me ajudar e as respostas foram iguais às que você disse. Começam a rir da sua cara e debochar pelo fato de você ter uma certa vida financeira boa e status, acham que você é intocável, que você não é humano. Independente de termo status e dinheiro, todos nós somos seres humanos. Pode acontecer com todo mundo. Não é porque você é famoso que pode escapar disso”, disse o jogador em entrevista ao ESPN.com.br.
“Na Espanha era um jogo por semana, diferente da NBA. Eu gostava de sair direto porque você novo, tinha dinheiro, não tinha limite. Então você ia encontrar noitada todo dia na Europa. Eu tinha 16, 17 anos, estava sozinho. Eu estava experimentando o mundo. Mas eu não sabia, não tinha essa ética de trabalho. Quando eu fui para os Estados Unidos que eu vi, aos 17, 18 anos, que uma criança de 15 já tinha uma ética de trabalho que eu nunca tive”, relata o pivô.
Todavia hoje o jogador diz que aprendeu a lição e quer buscar um recomeço para sua carreira. “Mesmo quando eu tomava decisões erradas, nunca fui uma pessoa ruim de grupo, pode perguntar em Toronto. Todo mundo sempre gostou de mim. Essa vida, um pouco dessa falta de ética de trabalho meio que me custou não estar na NBA hoje. Por isso as pessoas pegam no meu pé com relação à bebida, balada. Então eu aprendi que se você quer fazer isso, talvez na aposentadoria. Agora você tem que viver a vida regrada e com disciplina”, completou Bebê.
Os planos futuros
Com as crises de depressão superadas, agora o brasileiro busca uma nova equipe para retomar sua carreira. Ele vem treinando em São Paulo, aguardando convites de clubes e, quem sabe, até retornar a NBA. Na liga ele obteve uma média de 3,2 pontos, 2,8 rebotes e 1 toco por partida no período em que esteve no Toronto Raptors. O jogador mira convites para participar da pré-temporada, no segundo semestre. “Eu fico sabendo que eu estou sendo sondado por alguns times. Meu trabalho é treinar e procurar performance dentro da quadra e o do meu empresário é buscar time. Eu procuro focar no meu trabalho e estar pronto para qualquer oportunidade que aparecer”, disse.
Até um retorno a Seleção Brasileira, que disputa a Copa do Mundo no final de agosto na China, não está fora dos planos. Bebê espera conseguir um clube até lá para poder voltar ao radar do técnico croata Aleksandar Petrović. “Eu acho que eu poderia ajudar o Petrović de alguma forma. Não só ele, mas a diretoria toda confia muito em mim. Isso me deixa muito feliz. Porém, há essa dificuldade de eu não ter clube”, analisou Lucas Bebê.
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