Com a Unidade Puma inaugurada há um ano na região dos Campos Gerais, no município de Ortigueira, e já com a capacidade de operar com 100% de sua capacidade de produção, a Klabin já traça as próximas metas para o futuro. Para os próximos anos, o grupo deve realizar US$ 2,1 bilhões em investimentos (mais de R$ 6,5 bilhões), para ampliar a capacidade de produção. E parte deste investimento, quase R$ 4 bilhões, deve ficar na região dos Campos Gerais, para as duas unidades, tanto a Puma quanto a Monte Alegre, situada em Telêmaco Borba. As informações são do jornal Valor Econômico, em entrevista cedida pelo novo diretor-geral da Companhia, Cristiano Teixeira.

Os estudos de engenharia para a realização de três diferentes aportes estão em andamento, e devem ser concluídos até o próximo ano, já que a Companhia planeja apresentar ao conselho de administração esses projetos, que, juntos, elevarão a capacidade produtiva em mais 1,5 milhão de toneladas anuais. Os valores exatos do investimento não foram revelados pelo executivo e foram obtidos através de estimativas de mercado.

Um dos investimentos será para a fabricação de cartões, utilizados em embalagens ‘longa vida’. Como a Klabin é a única fabricantes de cartões para líquidos no Brasil, a sua grande parceria com a Tetra Pak, que possui fábrica em Ponta Grossa, deve ser fator primordial para a escolha da Unidade Puma (Ortigueira) para receber este aporte, estimado em US$ 800 milhões (ou seja, algo em torno de R$ 2,5 bilhões), para produzir 500 mil toneladas anuais deste produto. Um terço da produção seria para Tetra Pak, outro terço para o setor de alimentos (food service e sorvetes), e o restante para embalagens de consumo.

O outro investimento que deverá ficar nos Campos Gerais, desta vez na Unidade Monte Alegre, é para a ampliação na produção de papel kraftliner, bastante utilizada para embalagens. A unidade já fabrica esse tipo de produto, que poderá ser vendido a terceiros se o mercado tiver atraente, ou integrado à produção de caixas de papelão ondulado. O investimento giraria em torno de US$ 400 milhões (quase R$ 1,3 bilhão), elevando a produção em 500 mil toneladas por ano.

Já o terceiro investimento é a grande incógnita. Seria para a fabricação de um produto novo na linha, que surgiu com a Unidade Puma: o de celulose fluff, utilizada em fraldas e absorventes. Este investimento pode ser realizado também na Unidade Puma, pela questão logística, devido à proximidade de florestas de pinus, ou então no estado de Santa Catarina. A ideia seria produzir 500 mil toneladas deste produto por ano, o que demandaria de um investimento de aproximadamente US$ 900 milhões (ou cerca de R$ 2,8 bilhões), segundo as estimativas de mercado.

 

 Investimento na região foi superior a R$ 8,5 bi 

A Unidade Puma, instalada no município de Ortigueira, foi inaugurada há pouco mais de um ano, no dia 28 de junho de 2016. Considerado o maior investimento privado da história do Paraná, com o aporte de R$ 8,5 bilhões, a unidade produz celulose, com capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas por ano. Das linhas saem 1,1 milhão de toneladas anuais de celulose de fibra curta; e o restante de fibra longa, convertida em fluff. Um ano depois dessa inauguração a Klabin inaugurou, em Telêmaco Borba, seu Centro de Tecnologia, um projeto de R$ 70 milhões, que tem o objetivo de antecipar tendências e criar novas tecnologias e aplicações sustentáveis.

arede.info

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