Gravação revela frustração de preso que não conseguiu fugir após ataque do PCC em presídio no PR

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A Polícia Federal anexou mais de 650 gravações entre membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) no inquérito da Operação Pregadura, deflagrada em dezembro do ano passado, e que levou à denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra 36 membros da facção na última semana. Entre os arquivos está o relato de um preso, conhecido como Magrelo, da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), na Região Metropolitana de Curitiba, que relata frustração após não ter conseguido fugir do presídio em setembro do ano passado.

Em 11 de setembro de 2018, a Penitenciária Estadual de Piraquara foi alvo de criminosos do PCC. Homens fortemente armados explodiram um muro da penitenciária e resgataram 29 presos de madrugada. Para dificultar a chegada da polícia, cinco caminhões e dois carros foram incendiados ao longo do Contorno Leste de Curitiba.

(Arquivo: Tais Santana/BandNews)
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Três dias depois, a PF interceptou uma ligação de Magrelo para uma mulher identificada como Leila. Na conversa, ele diz que a cela dele deveria ser o alvo da explosão e não a dos presos que efetivamente conseguiram fugir.

“Tudo arrebentado, tudo certinho. O RP gritava: ‘É aqui, cara! Aqui! Estoura aqui!’ […] O nosso barraco era o pivô de tudo. Foi desse jeito que nós planejamos, nós sair daqui tudo primeiro. Ninguém que era pra ter saído foram (sic)”, diz Magrelo.

Após a tentativa de resgate frustrada de membros do PCC, uma megaoperação do Departamento Penitenciário (Depen), Centro de Operações Policiais Especial (COPE), da Polícia Civil, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Operações Aéreas (BPMOA), da Polícia Militar, transferiu, no dia 28 de setembro, 19 presos membros da facção criminosa da PEP para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Oeste do Paraná.

Operação Pregadura

A Polícia Federal deflagrou a Operação Pregadura em novembro de 2018 com o objetivo de reprimir crimes de líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuam dentro e foram dos presídios brasileiros. As decisões partiam normalmene de dentro da PEP e eram repassadas através de uso de celulares e aplicativos de mensagens para a facção em todo o país.

  • 36 membros do PCC são denunciados pelo MP-PR; facção cometia torturas e tinha acesso ao wi-fi do presídio de Piraquara

O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou denúncia contra 36 investigados na semana passada. Entre eles, 29 estão presos, sendo 19 no Paraná – 16 em Catanduvas e três em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. Os demais estão em seis estados diferentes – Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A operação recebeu esse nome em alusão ao movimento do xadrez em que um jogador imobiliza as peças do adversário. O principal objetivo da operação é imobilizar criminosos de maneira a impedir o reiterado comando da prática de crimes dentro e fora das unidades prisionais.

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