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Por Kiyoshi Takenaka e Phil Stewart

TÓQUIO/WASHINGTON (Reuters) – Cinco fuzileiros navais dos Estados Unidos estão desaparecidos desde que duas aeronaves do Corpo de Fuzileiros Navais colidiram em pleno ar e caíram no mar no litoral do Japão durante um exercício de reabastecimento aéreo nesta quinta-feira, disseram autoridades japonesas e norte-americanas.

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O Ministério da Defesa do Japão disse que até agora suas forças marítimas encontraram dois dos sete fuzileiros navais que estavam a bordo das aeronaves –um caça F/A-18 Hornet e um Hercules KC-130– no momento do incidente.

Um se encontra estável na Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Iwakuni, e o segundo foi encontrado cerca de 10 horas após a colisão e levado para uma embarcação militar japonesa, disse o ministério. Não se sabe nenhum outro detalhe sobre o segundo fuzileiro naval, segundo um porta-voz da pasta.

Os esforços de busca e resgate dos outros cinco prosseguem, disse a autoridade militar mais graduada do Japão

“Planejamos continuar durante toda a noite”, disse Katsutoshi Kawano, chefe do Estado-Maior das Forças de Autodefesa, em uma coletiva de imprensa.

O incidente se soma a uma lista crescente de acidentes da aviação militar dos EUA em todo o mundo nos últimos anos que levou o Congresso a realizar audiências para examinar esse aumento.

No início deste ano o Military Times noticiou que os acidentes aéreos cresceram quase 40 por cento entre os anos fiscais de 2013 e 2017. Ao menos 133 efetivos morreram nestes incidentes, disse.

Líderes do Congresso classificaram o surto de acidentes como uma “crise” e os atribuíram a operações de combate constantes, o adiamento da modernização, a falta de treinamento e equipamentos obsoletos.

Os acidentes militares dos EUA são um tópico delicado no Japão, especialmente para os moradores de Okinawa, região do sul que abriga a maior parte da presença norte-americana no país. Uma série de pousos de emergência e a queda de peças de aeronaves militares ressaltaram as preocupações com a segurança.

Pessoas presentes na sala de espera de um hospital de Tóquio ficaram em silêncio quando a notícia da colisão apareceu na televisão, e uma mulher sussurrou a outra “isso é muito assustador”.

“O incidente é lamentável, mas nosso foco no momento é busca e resgate”, disse o ministro da Defesa japonês, Takeshi Iwaya, em uma coletiva de imprensa.


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