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Desde o início dos anos 1990, quando o Brasil começou a ter destaque internacional na ginástica feminina, a seleção jamais brigou diretamente por uma medalha por equipes em Campeonatos Mundiais ou Olimpíadas. O quinto lugar no Mundial de 2007 foi importante e histórico, mas todos sabiam, ali, que um pódio ainda estava muito distante.

Agora, após o sétimo lugar desta terça-feira, dá para cravar que a seleção brasileira está sim na briga por uma medalha por equipes do Mundial do ano que vem e, claro, nos Jogos de Tóquio 2020. Faltaram apenas 2,5 pontos para que a seleção saísse com medalha. Foram duas quedas, uma na trave e uma nas barras, e outras duas séries muito sujas nas barras, em que o time poderia, ao menos, ter ganho alguns décimos.

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É sempre importante lembrar que Rebeca Andrade ainda está longe de sua forma física. Se chegar inteira, algo que não aconteceu em nenhuma grande competição nos últimos anos, é nossa melhor atleta de solo, exercício que não pôde fazer no Mundial.

O salto e o solo são, como de costume, os principais aparelhos do Brasil. Nos próximos dois anos, dá para as atletas incrementarem e melhorarem suas apresentações, mas o que temos atualmente é bem seguro. É difícil alguma atleta ter um erro muito grande nesses dois aparelhos.

Já a trave e as barras assimétricas não são seguras e confiáveis para o Brasil. Claro que há competições em que todas acertam suas séries. Foi o que aconteceu com a trave no Pan desde ano, há quatro meses, ou com as barras assimétricas nas eliminatórias deste Mundial. Mas ainda é um “alívio” quando não há quedas. E não se conquista uma medalha assim por equipes.

Se conquista uma medalha por equipes com segurança. Não dá para chegar no Mundial e “torcer para não cair”. E isso, infelizmente, é o que acontece ainda na trave e nas barras do Brasil.

Mas está mudando. A  chegada de Liukin, técnico americano, já mudou um pouco a cara da seleção. Claramente as atletas estão acreditando mais. Passaram a perceber o quão boas são.

A melhora nas barras assimétricas é notável. Até dois anos atrás, uma nota que atualmente seria 13 no código, era um martírio para ser alcançada. Atualmente, Rebeca Andrade já tem nível de brigar por uma final. Uma apresentação boa ainda é um alívio. Uma boa apresentação tem que passar a ser comum.

A trave é um aparelho ingrato. Não é só o Brasil que sofre. Mas ali, a seleção não tem tanta dificuldade técnica quanto nas barras. Flávia tem série para brigar por medalhas, Rebeca pode entrar em final, assim como Thaís Fidelis, que não esteve tão bem neste ano, quanto esteve em 2017.

Os Estados Unidos são insuperáveis. Mas o Mundial mostrou que Rússia e China não estão tão distantes do Brasil. E também que outras seleções podem brigar por um pódio, como Canadá, Japão e França.

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