Um caso que parecia ser suicídio teve uma reviravolta e a Polícia Civil descobriu que a mulher matou o próprio marido. A morte de Cassio Ormond de Araújo, tenente da Polícia Militar (PM), aconteceu na noite deste domingo (23), na residência do casal, no Tarumã, em Curitiba.

Antes da confissão de Fraciele, acreditava-se que a morte de Cassio tinha sido suicídio. Foto: Reprodução

A esposa do tenente, Franciele Caroline Moscaloski, 26 anos, foi presa depois que policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) desconfiaram da história. A Tribuna do Paraná apurou que ela confessou e deu detalhes sobre o crime.

O assassinato aconteceu por volta das 22h de domingo. Logo quando a PM chegou, os policiais teriam sido acionados por um suicídio. A esposa do policial relatou aos policiais que estava em outro cômodo da casa, quando ouviu o disparo e encontrou o tenente ferido.

 

O Samu foi acionado, mas os socorristas apenas constataram que já não podiam fazer mais nada para salvar o policial. A morte parecia estar esclarecida, e nas redes sociais muitos colegas de Cássio fizeram postagens lamentando o que havia acontecido.

Desconfiança

Como de praxe em todos os crimes contra a vida, a DHPP foi até o local e os policiais começaram a checar o que tinha sido contado. Poucas horas depois, a equipe de investigação desconfiou e descobriu que, na verdade, o policial tinha sido morto pela esposa.

Aos policiais e também ao delegado-titular da DHPP, Franciele contou detalhes sobre como tudo aconteceu. Segundo a jovem, o casal não teria discutido, mas ela disse que estava mexendo com a arma do policial quando, sem querer, disparou e acertou a cabeça do marido.

Casos extraconjugais

Durante o interrogatório, a mulher teria dito que ambos tinham relacionamentos extraconjugais. Ela disse que os dois sabiam destes relacionamentos, mas não falou se isso motivou o crime.

A intenção da DHPP é confirmar a versão contada pela jovem, de que o crime aconteceu sem a intenção, por um disparo acidental. Os policiais apuram se o assassinato não pode ter sido premeditado. Franciele vai responder por homicídio e continua detida, provisoriamente, na DHPP.

Share This:

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA