O GLOBO,Com agências internacionais

SEUL e MOSCOU — Um tribunal norte-coreano condenou a morte dois jornalistas da Coreia do Sul e a dois diretores dos jornais onde eles trabalham por publicar resenhas de um livro britânico sobre a vida no país asiático. O tribunal considerou que eles cometeram o delito de “insultar gravemente a dignidade” da Coreia do Norte ao entrevistar os autores do livro, segundo a imprensa norte-coreana. Os jornalistas poderiam ser executados a qualquer momento.

— Os criminosos não têm direito de apelação e a execução será levada a cabo a qualquer momento e lugar, sem procedimentos adicionais — indicou um porta-voz do tribunal à agencia sul-coreana Yonhap.

O Ministério de Unificação da Coreia do Sul condenou imediatamente a sentença, garantindo que Seul “tomará as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos sul-coreanos”.

A edição em coreano do livro, publicada este mês e traduzida como “A República capitalista da Coreia”, foi resenhada pelos jornalistas Yang Ji Ho, do jornal “Chosun Ilbo”, e Son Hyo Rim, do “Dong A Ilbo”. A sentença diz que eles “difamaram selvagemente a realidade da Coreia do Norte”. Já os jornalistas britânicos que escreveram o livro são James Pearson, correspondente em Seul da agência Reuters, e Daniel Tudor, ex-correspondente da revista “The Economist”. O livro “Corea do Norte Confidencial”, foi escrito com base em entrevistas a desertores, diplomatas e comerciantes, e mostra uma crescente economia de mercado, onde a população do país não tem acesso a programas de TV sul-coreanos, moda e filmes chineses ou americanos. que chegam através de contrabando.

Também nesta sexta, o presidente russo, Vladimir Putin, advertiu que o tenso impasse entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos está à beira de um conflito de larga escala, e disse que é um erro tentar pressionar Pyongyang com sanções sobre seu programa de míssil nuclear. Putin, que comparecerá a uma cúpula de países do Brics na China na próxima semana, escreveu em um artigo publicado no site do Kremlin antes de sua viagem, que prefere, em vez da pressão com sanções, negociações com a Coreia do Norte.

“É essencial resolver os problemas da região por meio do diálogo direto envolvendo todos os envolvidos, sem qualquer pré-requisito (para essas conversas). Provocações, pressão, retórica bélica e ofensiva são caminho para lugar nenhum”, escreveu.

A situação na península coreana se deteriorou tanto que está agora “equilibrada à beira de um conflito de larga escala”, disse o líder russo.

Hoje, no extra.globo.com

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