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A cidade de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul, sediará de forma inédita neste ano o Campeonato Mundial Mountain Bike 24 Horas Solo da WEMBO (Organização Mundial de Mountain Bike de Endurance). Nos dias 27 e 28 de julho, os melhores ciclistas de MTB de longa distância do mundo estarão no município do Centro Oeste brasileiro. Entre os confirmados, destaque para o atual bicampeão do evento, o canadense Cory Wallace, vencedor em 2017, na Itália, e em 2018, na Escócia.

O primeiro título de campeão mundial de Cory Wallace foi conquistado após o vice-campeonato, em 2016, e a quarta colocação, em 2015. Na ocasião, o bicampeão canadense da maratona encerrou uma hegemonia de cinco anos do australiano Jason English, ao completar 38 voltas em 23h48min35, contra 37 voltas em 24h16min42 de Jason. No ano seguinte, o bicampeonato veio após 27 voltas completadas em 24h09min08, à frente do norte-americano Taylor Lideen e do australiano Jason, segundo e terceiro colocados, respectivamente.

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“O Mundial de 2018 foi muito difícil. O clima tipicamente escocês se mostrou um desafio. Choveu por 20 das 24 horas. O pior aconteceu às 8h da manhã, com a temperatura despencando para 3 a 4 graus Celsius e grandes rajadas de vento. Isso jogou a meu favor, porque cresci nas montanhas rochosas do Canadá e passei muitos dias da minha vida nesse clima”, conta Cory. “Nos últimos mundiais, acho que percorri cerca de 320 km em média para o título, uma das quilometragens mais baixas que já percorremos. Isto deveu-se à natureza difícil, com muita subida íngreme, descidas técnicas e o clima que tornou o percurso bastante lamacento. Algumas corridas de 24 horas percorrem mais de 450 km, o que eu sinto que pode ocorrer no Brasil”, complementa.

O circuito de Costa Rica conta com 29 km de extensão e 500 metros de altimetria acumulada, tendo como atrações a passagem pela belíssima cachoeira do Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú e também pelo meio de uma pedreira ativa da cidade. “Ouvi dizer que o circuito brasileiro é longo e não tem muitas subidas. Estou supondo que será um percurso bem rápido, o que favorece ciclistas de força como eu. Também soube que o clima não será quente nessa época do ano. Farei muito treinamento de sauna antes do evento, para garantir que meu corpo esteja pronto para qualquer onda de calor que possa atingir o Brasil na época do Mundial”, comenta Cory, que pela primeira vez viajará ao país.

Experiente em provas de longas distâncias realizadas nos locais mais inóspitos, tendo vencido três vezes a Mongolia Bike Challenge e outras três o Yak Attack, a corrida em maior altitude do mundo, no Nepal, Cory dá conselhos para os brasileiros que tentarão o título de campeão mundial nas mais diversas categorias por idade, masculino e feminino, algo que pode ser único em suas carreiras.

“Para os atletas brasileiros na busca pelo título nas categorias de faixa etária, posso dizer para irem até lá com o sentimento de desfrutar o momento por fazer parte do Campeonato Mundial. É uma oportunidade única para competir contra os melhores do mundo em casa, por isso esperamos que possam aproveitar e absorver as memórias. Outro conselho: É fácil ficar muito animado na largada de uma corrida de 24 horas, mas lembre que essas provas geralmente começam a se definir nas últimas 12 horas”, explica o canadense

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