cabou o jejum do Atlético. E o Furacão está fora da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Com uma atuação consistente, o Rubro-Negro venceu o Vasco por 1×0 nesta segunda-feira (31), no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, chutou a fase ruim pra longe e colocou o Coritiba entre os quatro últimos do Brasileirão. Ribamar foi o herói da noite.

O Atlético entrou em campo com um estreante, o chileno Esteban Pavez, ocupando a vaga de Otávio, que está sendo negociado com o Bordeaux, da França. Com ele mais fixo à frente da zaga, Matheus Rossetto podia sair para o jogo, e o primeiro ataque rubro-negro saiu dos pés do volante, que cruzou para Ribamar cabecear para fora. Eram apenas seis minutos de um jogo intenso, de muita correria.

 Marcando muito, o Furacão impedia o jogo de velocidade do Vasco, que apostava em quatro garotos (Guilherme Costa, Mateus Vital, Paulinho e Paulo Vítor). Principalmente o setor de Paulinho era vigiado – Gustavo Cascardo não subia ao ataque, Pavez ficava de olho, Pablo também voltava para ajudar. Enquanto isso, quando pintava alguma chance, os atleticanos arriscavam. Como na falta que Nikão cobrou, Martín Silva falhou e Lucho González escorou errado.

Claramente o Vasco achou que iria resolver a parada ao natural (bem o jeitão de Milton Mendes). Mas o Atlético, apesar dos pesares, fazia seu melhor primeiro tempo desde o início da série sem resultados positivos. Tanto é que os donos da casa só arremataram a gol aos 30 minutos, com Paulo Vítor, sem perigo para Weverton. O que se repetia era a falta de participação do atacante. E não por culpa de Ribamar, mas sim por conta da falta de criatividade do meio-campo.

 Os cariocas voltaram mais animados, e Mateus Vital chutou com muito perigo logo com um minuto do segundo tempo. Mas em um contra-ataque o Furacão abriu o placar. Aos 15 minutos, Matheus Rossetto cruzou, Henrique falhou e Ribamar tocou com estilo para marcar seu primeiro gol com a camisa atleticana.

Para explorar a velocidade, Lucas Fernandes entrou no lugar do esgotado Lucho. E Felipe Gedoz entrou na vaga de Ribamar. Era possível também explorar a juventude dos vascaínos, que imediatamente passaram a pressionar – tanto que Gilberto obrigou Weverton a fazer uma defesaça. Mas os erros se acumulavam ao mesmo tempo em que os donos da casa avançavam, o que permitia que o segundo gol estivesse muito perto.

 Só que o Atlético estava todo no seu campo de defesa. Era a hora de “saber sofrer”. A diferença era que desta vez a equipe desesperada era o Vasco, e o Furacão mantinha a calma para controlar o adversário. Tanto que Felipe Gedoz arriscou com perigo aos 39 minutos – Martín Silva espalmou. E no último lance, dois sustos inacreditáveis – Guilherme chutou, a bola passou por baixo de Weverton, raspou na trave, voltou para Paulo Vítor, ele manda uma bomba, explode no travessão, não entra. A vitória era rubro-negra.
Ontem, na Tribuna

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