Por Juliana Fontes|Da Tribuna do Paraná

Buenos Aires – O Athletico não conseguiu superar o River Plate e deixou escapar pelas mãos a Recopa Sul-Americana 2019. Nesta quarta-feira (30), no imponente Monumental de Núñez, o Furacão tentou segurar como pôde o ímpeto dos donos da casa, mas não suportou a pressão e sofreu a virada no placar agregado, perdendo por 3×0. Enfrentando a casa do adversário lotada – cerca de 65 mil pessoas cantaram de forma ensurdecedora os 90 minutos -, o Rubro-Negro tentou, mas cedeu a reviravolta para os atuais campeões da Libertadores, que ficaram com o título.

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Na partida de ida, que aconteceu na semana passada em Curitiba, o Athletico e fez 1×0 na Arena da Baixada, por isso um empate bastava para confirmar o título. Porém, encontrando muita dificuldade em segurar os donos da casa, que mostraram agressividade em busca dos gols necessários para reverter, o Furacão acabou sofrendo o revés.

Decidido a buscar o placar, o River Plate começou pressionando na tentativa de resolver a partida o quanto antes. Aos 13 minutos, Lucas Borré dominou a bola pela direita e mandou na trave, levantando a torcida, que passou a cantar ainda mais alto na tentativa de ajudar o time em campo.

Os donos da casa seguiam pressionando e, aos 17, Lucas Pratto recebeu um cruzamento de frente para o gol e cabeceou, mas o goleiro atleticano segurou. Aos 22, outra chegada perigosa. Montiel cruzou pela direita e Pratto chutou, exigindo mais uma defesa de Santos.

Mesmo trabalhando incansavelmente para evitar o gol do River, o Athletico tentava criar e aos 31 teve uma grande chance de marcar. Rony infiltrou uma bola para Lucho González, que, cara a cara com Armani, chutou em cima do goleiro. O arqueiro conseguiu mandar para escanteio. Foi a melhor chance do Furacão.

Athletico pouco atacou e sofreu com a pressão do River. Foto: Jonathan Campos

 

Na etapa final, o jogo continuou o mesmo e o River Plate seguiu insistindo no gol enquanto, o Rubro-Negro se defendia. Nas poucas oportunidades em que chegava ao ataque, o time atleticano avançava graças à velocidade de Rony.

Parecia que o empate estava desenhado, porém o panorama da partida mudou aos 15 minutos. Pinola tentou finalizar uma bola na área, mas o chute foi na mão de Lucho González. O árbitro consultou o VAR e assinalou o pênalti a favor dos donos da casa. Ignacio Fernández foi para a cobrança, e Santos pegou. Só que a bola bateu na trave e sobrou para o próprio Ignacio Fernández mandar para o fundo das redes.

Se o River já era insistente antes de abrir o marcador, quando conquistou o empate em 1×1 no placar agregado cresceu ainda mais. Quanto mais o tempo passava, a tensão aumentava – e junto com ela a pressão. O Athletico pouco conseguia chegar ao ataque e tentava se segurar como podia.

Athletico lamenta a derrota para o River Plate. Foto: Jonathan Campos

E quando o jogo parecia que ia para a prorrogação, veio o castigo, Aos 47, Lucas Pratto recebeu livre, nas costas de Léo Pereira, invadiu a área e chutou na saída de Santos, fazendo 2×0. Com isso, o Furacão foi pro tudo ou nada e acabou dando espaço para Matias Suárez, aos 50, aproveitar erro de Paulo André, driblar Santos e marcar o terceiro, decretando o resultado final, para a festa dos argentinos e a tristeza dos atleticanos.

FICHA TÉCNICA

RECOPA SUL-AMERICANA
Final – Jogo de volta

RIVER PLATE 3×0 ATHLETICO

River Plate
Franco Armani; Montiel, Lucas Martínez Quarta, Javier Pinola, Angileri (Mayada); Leonardo Ponzio; Ignacio Fernández, Enzo Pérez, Exequiel Palacios (De La Cruz); Lucas Pratto y Borré (Matías Suárez).
Técnico: Marcelo Gallardo

Athletico
Santos; Jonathan, Paulo André, Léo Pereira e Renan Lodi; Wellington, Bruno Guimarães e Lucho González (Léo Cittadini); Nikão (Marcelo Cirino), Rony e Marco Ruben.
Técnico: Tiago Nunes

Local: Monumental de Núñez
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Assistentes: Christian Scheimann (CHI) e Claudio Ríos (CHI)
VAR: Diego Haro (PER)
Gol: Ignacio Fernández 19, Lucas Pratto 47 e Matías Suárez 50 do 2º
Cartões amarelos: Martínez Quarta, Gonzalo Montiel (RIV); Lucho González, Bruno Guimarães, Renan Lodi, Wellington (CAP)

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